A
apropriação social da tecnologia possibilita a criação de outras
territorialidades em um contexto de desterritorialização próprio da sociedade
globalizada (LEMOS 2007). As redes potencializam outras formas de participação
dos cidadãos na vida pública em termos sociais e políticos. O que nos
chama atenção é a instantaneidade das informações, como considera Javier
Bustamante “a novidade é que os acontecimentos acontecem em lugar e em tempo
real”. Temos por meio das redes a possibilidade de produzir, modificar as
impressões veiculadas pelas mídias tradicionais.
As
pessoas estão empoderadas de uma maneira ainda nunca vista, mas assim como a
Chapeuzinho Vermelho encontrou no caminho o lobo mau, sabemos que as tecnologias não são neutras,
pois são desenvolvidas por pessoas, assim existem pessoas que querem usar as
tecnologias para melhores governos, melhores democracias e maior distribuição
de poderes e aquelas que querem proteger seu mercado e interesse político, por
isso temos que avançar para informação democratizada, em vez de controlada, um
importante avanço no Brasil ocorreu com a construção do Marco Civil da
Internet.
No
entanto, ainda temos vários desafios, como a garantia de conectividade, e a
qualidade de acesso para todos os cidadãos, avançar na igualdade de condições de acesso e ao mesmo tempo respeito as diferenças. Vivemos em um mundo com mais de 200 nações compartilhando
territórios, as informações circulam de forma planetária por meio de diversos
formatos, simultaneamente vivemos em tempos de vigilância, quando acessamos a
rede deixamos rastros, a pergunta que podemos fazer é quem controla e onde
ficam armazenadas essas informações?
Hola Jaqui, que pregunta difícil de responder!! Coincido con vos, y con los autores, cuando expresas que las tecnologías no son neutras. Pero también me parece interesante lograr que no se endiosen, ni se demonicen las tecnologías, sino que se resalta siempre la mano de los sujetos por detrás de ellas, administrando su funcionamiento e interactuando con ellas. Creo, como vos bien decís, que hay quienes tienen una interacción con las tecnologías digitales benévola, y por supuesto, hay gente que está posicionada desde otra perspectiva.
ResponderExcluirUm grande avanço o Marco Civil da Internet, foi construído de fora democrática, com a participação da sociedade, mas a grande maioria da população nem sabe o que é isso, desconhece a ação dos grupos hegemônicos tentando controlar a rede e não sabe de seus direitos. Daí a importância de nos mantermos sempre vigilantes, de forma a garantir o Marco, e ao mesmo tempo sendo educadores que formam as pessoas para compreender esse contexto, seus embates, suas potencialidades, os interesses dos grupos e do mercado. Muitos desafios!
ResponderExcluirA pergunta é instigante! O que não sai da minha cabeça é o lugar da escola na propagação da educação e da ética para uso dessa tecnologia. A responsabilidade e o olhar crítico deve ser lançado e cultivado dentro dos currículos, bem como praticar o uso consciente dessa poderosa força do conhecimento. Vamos adiante!
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