A partir dessa imagem podemos pensar nas potencialidades do digital. Antes da fotografia as imagens eram produzidas a partir de habilidades técnicas, manuais pelos artistas. Com o advento das máquinas fotográficas conseguimos capturar imagens do mundo visível. A linguagem digital através de algoritmos possibilita a criação de uma imagem, que não precisa passar pela fase de captura, vai além do visível, pois podemos manipular as informações, a linguagem digital por ser maleável, fluida pode ser transformada infinitas vezes e rapidamente.
O processo de digitalização das informações facilita e amplia as possibilidades de distribuição e difusão das informações. Esse texto por exemplo pode ser lido em qualquer tempo e lugar e você enquanto interagente tem a possibilidade de comentar, questionar e não só consumir essas informações.
Podemos questionar como essas mudanças, na produção de imagens, na distribuição e difusão de informações transformam nossa forma de pensar, ser e agir?
"A cultura humana existe num continuum, ela é cumulativa, não
no sentido linear, mas no sentido de interação incessante de tradição e
mudança, persistência e transformação"(SANTAELLA, 2003,p.57).
Na discussão sobre cultura das mídias Santaella ressalta a característica da convergência, que está cada dia mais presente no nosso cotidiano. A convergência entre as mídias emerge do advento do digital, da possibilidade de inúmeras manipulações. Por ser o digital flexível, é possível “juntar”todas as linguagens em uma só base de informação para atender às diversas necessidades humanas de produção de informação e de comunicação.
O celular é um exemplo disso, em decorrência do desenvolvimento tecnológico não se restringe apenas à função de fazer ligações, pois atualmente há aparelhos celulares que têm as funções de tocar músicas, executar,gravar áudio e vídeo, fotografar e conectar-se à internet sem fio, possibilitando outras formas de comunicação.
Além disso, em rede as informações são partilhadas e trocadas em tempo real, entre um grande número de pessoas, mesmo distantes geograficamente. O acesso concomitante à informação em rede possibilita o compartilhamento do conteúdo sem haver, no entanto, dificuldade e custos embutidos, por exemplo, na distribuição de produtos físicos, como os livros.
Há também um crescimento intenso de produção de informações na sociedade, não sendo exclusividade das grandes corporações, como as produzidas pelas emissoras de TV. Passa a ocorrer uma possível quebra da centralização da informação, qualquer pessoa conectada em rede tem a possibilidade de criar, discutir, questionar diante das inúmeras informações que produzem e consomem. Surge a possibilidade de trabalhar com essas informações disponíveis, e favorecer a interatividade e a criatividade.
Ao mesmo tempo, temos que problematizar essa possibilidade de acesso e produção sem "custos". De que forma o mercado se apropria dessas informações? Quando buscamos,por exemplo, um livro relacionado ao tema das tecnologias digitais, e ao acessar nosso email aparecem várias propagandas de outros livros com o mesmo tema, isso significa, que ao buscar informações em rede estamos também ajudando as empresas na construção digamos assim de um perfil de interesse.
Oi Jaque,
ResponderExcluiressa possibilidade de produzir imagens e ambientes sem utilizarmos a instância da captura é denominada simulação, uma das grandes potências para a produção do conhecimento, pois permite construir modelos e testar sua adequação ao mundo conhecido. A Ciência tem utilizado as simulações amplamente e já temos muitos simuladores produzidos para a educação, mas precisamos avançar nessa direção.