segunda-feira, 1 de julho de 2019

Não gosto de despedida então... Até logo!

 A essência da pergunta é a de abrir e
manter aberta as possibilidades. Georg Gadamer (1999,p.448)

 
 


Uma  das características da professora Bonilla, é inquietar, mobilizar nossos pensamentos, desconstruir convicções e mostrar caminhos, possibilidades por meio do seu enorme repertório, composto por experiências como pesquisadora, orientadora e professora. A disciplina EDCA33 foi um "encontro" desses que Roberto Sidnei Macedo diz que temos no caminho da pesquisa acadêmica. E que encontro! Foi também uma oportunidade de ser aluna da professora Bonilla. Que barbaridade tchê!
O que fica são muitos conhecimentos e lembranças pois...

- Não podemos esquecer  do nosso processo civilizatório...
- Da emancipação humana..

- Claro né sempre tenho que pensar na Geografia...
- Não pode faltar  a Educação física...
- E a polêmica da inclusão...
- Mas temos que pensar também de que corpo estamos falando...
- Das experiências da Costa Rica..
- Da Argentina e das políticas de inserção das tecnologias digitais...
- Dos ativistas, ambientalistas...
das experiências do México...
- Das crianças e todo seu universo cultural e simbólico...
- E claro temos que analisar essas narrativas...
- -Mas professora fico aqui pensando...

Gratidão esta é a palavra para professora Bonilla sempre, por sua dedicação e cuidado  que contribuíram e continua contribuindo na minha formação como pesquisadora e profissional da educação.
A turma, gente vocês são nota 1000! Um até logo, e aguardo o convite para defesa! Bjos.


sábado, 22 de junho de 2019

Farinha pouca meu pirão primeiro NÃO! Farinha pouca um pouquinho para todo mundo.


Essa expressão baiana, utilizada em algumas entrevistas do professor e ativista Nelson Pretto, demonstra a necessidade de mudança individual, coletiva e sobretudo política em relação a democratização da comunicação. Isso significa ir além da liberdade de expressão, falar em Direito à Comunicação hoje num contexto de inserção das tecnologias digitais nos diversos âmbitos da sociedade, é sobretudo ter acesso à rede. No Brasil, o que temos é uma guerra entre as grandes empresas de telecomunicações para vê quem fica com o “pirão”primeiro. Temos o desafio de lutar por esse bem público (que está ameaçado) e ao mesmo tempo, de informar e conscientizar as pessoas dessa disputa. Pois infelizmente (não por acaso) a maioria da população não tem acesso as nuances que envolve o acesso à internet. Desde o governo de Michel Temer que os interesses privados são atendidos ampliando a lógica da privatização e enfraquecendo da pauta de luta por esse direito público a Comunicação.

A desinformação da maioria das pessoas no que se refere aos interesses políticos e de mercado é utilizada como estratégia de manipulação social, um exemplo claro é a quantidade de inverdades utilizadas pelo então eleito presidente do Brasil, Jair Bolsonaro durante a campanha e pós campanha alimentando um discurso de ódio. Estamos sofrendo um ataque a liberdade de expressão e ao direito à comunicação, que podemos perceber por meio da quantidade de assassinatos de comunicadores e ativistas nos últimos anos.
O que fazemos diante desse cenário? Temos que plantar a esperança, a vontade de luta e mudança! Historicamente passamos por muitos momentos difíceis, imagine se todos que sofreram no Regime Militar tivessem desistido de lutar?
De acordo com Bonilla e Pretto “ é na liberdade, e não no cerceamento, de forma coletiva e colaborativa, que o conhecimento é produzido, que a autoria e a criatividade emergem”(pág 24).
Diria que temos que enfrentar o cerceamento a partir do hackeamento compreendo este último, como um jeito hacker de ser que envolve a ética, a resolução de problemas, o compartilhamento das informações novas com toda a comunidade, a defesa pelo conhecimento livre e aberto, que apresenta um grande potencial para os processos comunicacionais, para tanto, é necessário investir na formação ética, estética e política de toda sociedade, para compreender o porque tem que ser “farinha pouca, um pouquinho para todo mundo”.